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Novos conceitos em mobilidade

08/05/2017 - 

O Café Online desta sexta-feira, 5, apresentou os novos rumos da mobilidade no mundo. A evolução dos carros autônomos e aplicativos de carona, por exemplo, é cada vez mais real. A preocupação com a sustentabilidade é um dos principais fatores, e o crescimento desses veículos pode, em pouco tempo, também desestabilizar as indústrias automobilísticas.

Só no Brasil, são 90 milhões de veículos em circulação, sendo que destes, 49 milhões são carros. Além disso, 50% dos deslocamentos são por motivos de trabalho. Só para se ter uma ideia, o brasileiro perde em média 2 horas no trajeto casa-trabalho-casa. É o mesmo que 30 dias do ano perdidos no trânsito.

Por isso, novos conceitos começam a surgir: a mobilidade deve ser tratada como um serviço que conecta pessoas e não como um modal. Na verdade, nossos esforços devem estar concentrados em criar maneiras para otimizar os deslocamentos e aumentar a qualidade de vida de quem transita pelas cidades. Cinco convidados falaram um pouco sobre o futuro da mobilidade.

Para Luiza Aguiar, Head de Vendas da Cabify, companhia, de origem espanhola, com conceito similar ao do Uber, que conecta motoristas a passageiros através de um aplicativo para celular, o grande diferencial do serviço é a qualidade. “A gente preza por qualidade e segurança. Os carros têm no máximo 5 anos de fabricação, passam por vistoria e todos são segurados. Os motoristas, por sua vez, são avaliados e treinados. A empresa também adota clientes ocultos para avaliar o serviço", revelou.

 

Para a executiva,  oferecer um bom serviço é “encontrar um meio termo entre qualidade e preço”. Em alguns países, a empresa já oferece o mesmo conceito para uma frota de helicópteros e também para o serviço de motofrete. Por enquanto, aqui, a frota é exclusivamente de carros, mas a expectativa é ampliar para outras categorias. “O céu é o limite para a Cabify”, destacou.

Outro convidado do Café Online foi Gustavo Gracitelli, co-fundador da Bynd, aplicativo de caronas corporativas que conecta funcionários de uma mesma empresa que fazem trajetos similares, para que eles possam dividir o carro. Para Gracitelli, a frota é exclusivamente corporativa por segurança, o que cria uma rede de confiabilidade entre os usuários e aumenta a disposição dos funcionários para compartilhar o carro. “É preciso transformar a carona em um modal de transporte”, disse.

Diego Lira, co-fundador da Turbi, também esteve presente no bate-papo. A empresa oferece um nova opção de carsharing para a cidade de São Paulo, onde tudo pode ser resolvido pelo aplicativo. A empresa tem foco na experiência e usa alguns critérios para a escolha da frota. O serviço é cobrado por hora mais quilômetro rodado, o que é mais econômico se levar em consideração que o custo por km rodado em um carro compartilhado chega a ser 68% menor do que nas alternativas convencionais.

Carlos Roma, diretor de Infraestrutura e Veículos Comerciais da BYD, montadora chinesa, focada na mobilidade elétrica, cita a relevância do uso de carros elétricos. A empresa já possui carros circulando no Brasil, porém, o avanço desses veículos no país esbarra na burocracia. “A evolução é pequena e precisa de externalidades. As barreiras são muito faladas, mas a maior ainda são os impostos”.  A companhia está atuando no Brasil desde o ano passado, com uma fábrica na cidade de Campinas, interior de São Paulo. Atualmente, já circulam em Campinas 11 ônibus elétricos da BYD, que foram comprados pela Itajaí Transporte. Além disso, cinco táxis elétricos operam na cidade do interior paulista.

Também com foco na mobilidade sustentável, Fábia Barbieri, co-fundadora da Bora Bike, criou uma alternativa para incentivar o uso da bicicleta para ir e voltar do trabalho. O aplicativo faz do ato de pedalar um jogo, oferecendo prêmios para os colaboradores que optarem por fazer seus trajetos de bicicleta. Para ela, o maior desafio é criar a cultura de andar sobre duas rodas na empresa. “O maior beneficiado é o próprio ciclista, por ganhar qualidade de vida. Quando começa, não pára mais. Para a empresa também é legal porque o funcionário se torna mais produtivo e participativo”, comentou.


Fonte: Instituto Parar

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