Fadiga e substâncias que alteram a atenção estão entre as principais causas de acidentes no trânsito. Entenda por que reconhecer esses riscos é parte de dirigir bem.

Fadiga e substâncias que alteram a atenção estão entre as principais causas de acidentes graves no trânsito.
E os dois têm algo em comum: o condutor quase sempre acha que está bem quando não está.
O cansaço não dói. E o álcool, as drogas e até alguns medicamentos muitas vezes dão a sensação oposta ao risco: a de que tudo está sob controle.
É exatamente aí que mora o perigo.
Cansaço é risco
O cérebro humano tem um limite. Após 14 horas acordado, o estado de sonolência se torna tão perigoso quanto dirigir alcoolizado.
A fadiga reduz a concentração, estreita o campo de visão, compromete a noção de distância e aumenta o tempo de reação. O problema é que o condutor fatigado raramente percebe o quanto está comprometido. O cansaço cega justamente a capacidade de avaliar o próprio cansaço.
Alguns sinais pedem atenção: dificuldade de manter os olhos abertos, olhar fixo para frente sem processar o que está vendo, agitação sem motivo aparente, dor nas costas e nos quadris.
Quando esses sinais aparecem, a decisão certa é parar em um local seguro, avisar o gestor se estiver em serviço e, se possível, um familiar. Criar o hábito de fazer uma parada a cada duas ou três horas de condução já faz diferença.
Nenhum prazo vale mais do que a segurança de quem está ao volante.
Se altera sua atenção, não combina com direção.
Álcool, drogas e medicamentos prescritos têm algo em comum: todos afetam o cérebro, os reflexos e a capacidade de dirigir com segurança.
O álcool reduz a percepção de risco e aumenta a autoconfiança de forma enganosa. O condutor acredita estar no controle quando, na prática, está muito mais vulnerável a erros fatais.
O que muita gente não percebe é que os medicamentos prescritos entram nessa mesma conta. Benzodiazepínicos, opioides e antidepressivos afetam o sono, a cognição e as funções motoras. Remédios para pressão, diabetes, gripe e relaxantes musculares também podem comprometer a direção.
Antes de dirigir após iniciar um tratamento, vale verificar a bula ou consultar o médico. Não é excesso de cuidado. É informação.
A regra é simples: qualquer substância que altere a atenção ou os reflexos é incompatível com o volante.
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